Por que quase todo ar-condicionado é classe A (e como escolher mesmo assim)

A etiqueta A virou regra e deixou de diferenciar. Entenda por que e veja como comparar o consumo de verdade.

Na tabela mais recente do Inmetro, 93% dos 1.510 ar-condicionados são classe A. Quando quase todos têm a mesma nota, a etiqueta colorida deixa de ajudar a escolher. Mas isso não quer dizer que todos gastem igual.

Classe A é um piso, não um prêmio

A classe é definida por faixas do índice de eficiência (o IDRS). Basta passar do limite mínimo para ganhar o “A”, seja por pouco ou por muito. E muitos fabricantes param exatamente no limite: 521 modelos declaram IDRS de 5,50, o suficiente para a etiqueta, enquanto os melhores passam de 8 ou 9.

Quanto isso pesa na conta

Entre os splits de parede de 12.000 BTUs, todos com etiqueta parecida, o mais econômico gasta cerca de 52 kWh/mês e o que mais consome, 165 kWh/mês (8 horas por dia). Na conta, são R$ 1.219,43 por ano de diferença, e um ar-condicionado dura bem mais de um ano.

Então, como escolher?

  1. Defina a capacidade certa para o cômodo (veja como calcular os BTUs).
  2. Compare o consumo em kWh (ou o IDRS) entre modelos da mesma capacidade, não a letra da etiqueta.
  3. Coloque na ponta do lápis: um modelo um pouco mais caro, mas muito mais eficiente, costuma se pagar em poucos anos.

O ranking de cada categoria faz exatamente isso: veja os mais econômicos de cada capacidade.

Outros guias